Coisas de Família...

O TEMA FOCO AGORA É PARALIMPÍADAS...

Eu fui procurar materiais para alimentar esta pagina tão importante do blog... Coisas de família. Encontrei uma matéria muito interessante na Globo, só que eles não autorizam o uso... Veja o texto a seguir retirado do final da matéria:

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/familias-levam-criancas-aos-jogos-em-busca-de-exemplos-de-inclusao-social-20083615#ixzz4K5h0Zqq7
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Para mim, em um mundo tecnológico, produzir uma matéria como esta e ter que obrigar as pessoas a visitarem seu site é muita falta de visão. Enfim, o link está aí e eu indico a leitura, apesar dos pesares.

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A bengala para surdocego comprada para Alex Garcia...

Windyz Brazão Ferreira

Conheci Alex Garcia (http://www.agapasm.com.br), pessoa surdocega pós-simbólico e com hidrocefalia (http://www.agapasm.com.br/Chorei%20por%20dois%20minutos.pdf)
.

Alex é membro ativo do Fórum da Inclusão e eu sempre gostei de ler suas contribuições porque ele as apresenta ´sem filtro algum´. Diz o que tem que ser dito e ponto final. Claro que, provavelmente, muitas pessoas não gostam de seu estilo. Todavia, em um país em que as novelas da Globo (cheias de fofoca, intrigas e tudo o que há de pior em nosso país são explorados e incorporados pela população ingênua) fazem um sucesso louco, é muito bom e produtivo ouvir alguém como Alex que fala o que precisa ser ouvido.

Há pouco menos de um mês um email do Alex apareceu no fórum pedindo contato com alguém que fosse para a Espanha. 


Esta bengala vermelha e branco indica para as pessoas videntes que
quem está usando a mesma é surdocego. OU seja, sabemos que não adianta
falar com el@ se quer ajuda para atravessar a rua...
“Colega - Por acaso você vai para a Espanha? Ou sabe de pessoa que vai? Estou atrás de uma pessoa que possa fazer um favor para mim. Ir na CIDAT http://cidat.once.es/ e comprar uma bengala que foi lançada - de uso - das Pessoas Surdoceg
as. Para mandar vir - correio - dá quase 3 vezes o valor da bengala. Busco pessoa que possa me ajudar, comprar e trazer - a bengala até o Brasil. Se alguém pode ajudar me escreva e-mail para: surdocegueira@gmail.com


Compartilhe este post!Até mais Alex Garcia”

Eu estava em Salamanca naquele momento e decidi escrever para ele. Exatamente ali começou uma amizade e acentuou meu interesse pelas pessoas surdascegas e as barreiras que enfrentam no Brasil.


https://bay169.mail.live.com/ol/clear.gifhttps://bay169.mail.live.com/ol/clear.gifEnviei uma resposta para ele informando que estava em Salamanca à qual ele respondeu explicando que queria comprar uma bengala para surdocego que é um produto novo: “bastón Madrid para sordociego (pleg) 1,15 m. rojo-blanco. ref. 22014370, que custa entre 50 e 60 euros” (02/06/2016).



Alex me passou os dados do Centro de Investigación, Desarrollo y Aplicación Tiflotécnica – CIDAT  http://cidat.once.es/ . Servicio de Atención al Usuario que faz parte da Organização Nacional de Cegos da Espanha –ONCE (www.once.es/cidat  Email:cidat@once.es). 

Eu entrei em contato a ONCE de Madri por telefone e fui informada de que havia uma filial em Salamanca. Tudo acertado, visitei a – ONCE-Salamanca para comprar a bengala. Fui atendida pela Sra. Begonia da CIDAT-Salamanca que encomendou a bengala de 1.15m para Alex na sede em Madri porque eles não tinha esta especificação. Três dias depois a bengala estava disponível. Ela me recebeu superbem em sua ampla sala e começou, conversamos um pouco sobre a organização e, a seguir, ela fazer a transação financeira no computador.

Enquanto isso eu falava um pouco do Brasil e do Alex como ativista. Então, ela delicadamente me perguntou se ´poderia colocar a compra da bengala no nome de um associado da ONCE, pois assim o preço da bengala seria menor’: dos 60 euros informado por Alex a bengala saiu por 26 euros! Comprei mais duas ponteiras para a bengala e ainda assim ficou 50% do valor original e sem os impostos absurdos de 100% do valor da compra que devem ser pagos no Brasil!  

Sendo brasileira e vivendo cotidianamente os pequenos ´roubos´ das operadoras de telefone, das empresas de TV a cabo, das lojas, supermercados e padarias que usam  balinhas como moedas e ônibus/taxis que não tem troco... fiquei surpresa, mas feliz por ter esta oportunidade de ajudar uma pessoa surdacega brasileira. A bengala ainda está na minha mala e logo que eu retornar será enviada ao Alex, que a partir de agora tem em mim uma parceira para disseminar questões relevantes sobre as pessoas surdocegas.


Ir à ONCE Salamanca me levou a compreender como, no Brasil, estamos há anos luz de possuir qualidade no apoio aos surdocegos, surdos, cegos ou a outras pessoas com deficiência. A organização espanhola existe há 78 anos (fundada em 1938) e possui inúmeros recursos para pessoas surdas, cegas e surdocegas: de formação de voluntários (2xano) para apoiar cegos e surdocegos nas suas tarefas diárias à tecnologias de ponta.

Já passa da hora do governo federal (estadual e municipal como consequência) retomar o fundamental apoio das ONGs brasileiras que atuam junto às pessoas com deficiência há mais de 50 anos. Elas não são inimigas de quem luta pela inclusão como a politicagem de baixo nível da extinta Secretaria de Educação Especial conseguiu fazer muitas pessoas acreditarem! Em sua maioria, historicamente, estas organizações foram constituídas por grupos de familiares - pessoas que lutavam e lutam para suprir buracos imensos criados pela contínua falta de recursos governamentais, pela falta de recursos humanos e materiais qualificados. Precisamos todos – ONGs, Acadêmia, Grupos sociais Organizados, etc. - nos unir e não fragmentar, porque fragmentados perdemos força.

Se você conhece uma pessoa surdacega que queira uma bengala branca e vermelha, por favor, a apoie a entrar em contato direto comigo... windyzferreira@hotmail.com 


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Médico atende gratuitamente pessoas carentes em sua clínica particular

Há poucos dias atrás encontrei um post no facebook de uma senhora (Jo Ramos) agradecendo ao médico que atendeu à sua nora graciosamente. Fui agradavelmente surpreendida com o altruísmo e compromisso social deste profissional. Coisa rara na área de saúde!

Lembrei-me então do número de vezes que conversei com mães de crianças, jovens ou adultos com deficiência que fizeram o maior sacrifico para poder pagar uma consulta de um/a médico/a  especialista em alguma área e depois compreenderem que não fez diferença falar com o Dr. Fulano ou a Dra. Cicrana. Recentemente, um médico de SP ´especializado em autismo´ foi para a Paraíba e cobrou uma consulta de R$800,00. É claro que um diagnóstico é sempre bem-vindo, mas é fundamental esclarecer que é apenas um diagnóstico e não muda o quadro, a condição ou a necessidade da pessoa com deficiência conhecer o seu diagnóstico.

Lembrei-me também de ter ido a uma ONG no interior do estado de SP que atende a pessoas com deficiências distintas e sempre – como sempre – sobrevive com graves problemas de recursos financeiros e têm alguns colaboradores/as voluntários/as: vendem pães produzidos por lá, bolachinhas, pequenos quadrinhos, caixinhas, etc. Em 2015, decidiram começar a realizar um evento na área de inclusão para poder arrecadar recursos para suas atividades. Enfim, realizaram o evento (do qual participei graciosamente como palestrante) e, posteriormente soube que seu ´lucro´ foi gasto no pagamento de um ´grande nome da medicina brasileira na área de deficiência intelectual´. De fato, este médico é bem conhecido nacionalmente e é rico, tem um ´grande nome´ e uma ´pequena alma´, pois não precisava cobrar e poderia ser beneficiado pelo prazer de poder contribuir com famílias e professores/as que, de fato, ganham pouco (às vezes nada) e lutam para sobreviver as marés adversas da vida.


No Brasil, a política de inclusão criou nos municípios uma burocracia imensa com relação a diagnóstico e muitas escolas não matriculam estudantes com deficiência ou os atendem nas salas de recursos multifuncional a menos que tenham um laudo médico – vulgo diagnóstico! Isso além de ser uma absurdo porque estamos falando da área de educação e não de saúde, é uma violação do direito de matrícula somente por ser uma criança, um jovem ou adulto.   

Por tudo, isso reproduzo aqui o agradecimento de Jo e também parabenizo o Dr. Orlando.
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Médico atende gratuitamente pessoas carentes em sua clínica particular

Sempre mostramos e incentivamos aqui o uso do seu talento para fazer o bem e tornar o mundo melhor. É exatamente o que o médico cordeirense Orlando Garcia, formado pela Universidade Estácio de Sá, faz. Ele resolveu abrir uma hora gratuita de atendimento médico em sua clínica particular.

Há 12 anos atuando como médico da família e comunidade, ele atende na Unidade Básica de Saúde do bairro São Luís em Cordeiro e na Unidade Básica de Saúde do bairro Barreira em Macuco.

“Pode parecer pouco, mas se todos os médicos do município fizessem o mesmo em seus consultórios particulares, muita gente carente seria prioritariamente atendida e o nosso Hospital Antônio Castro não estaria com a recepção lotada para casos de menor complexidade”, segundo o médico em entrevista para Iago Guimarães Couto.

“É preciso um pouco de caridade e humanidade em meio a tanta ganância que observamos por aí. Procuro sempre executar o mesmo tipo de atendimento tanto na rede pública quanto em meu consultório particular”, explica o médico.

No dia 15 de junho, Jo Ramos, fez um post de agradecimento na Facebook para agradecer o doutor Orlando por ter atendido sua nora sabendo que a mesma não poderia pagar.

“Ele  que atendeunos tratou muito bem, e as secretárias igualmente, muito atenciosas e carinhosas. Obrigado Dr. Orlando, que Deus abençoe o senhor sempre, que Jesus ilumine o seu caminho por onde passar, pois o senhor é um iluminado por ajudar quem mais necessita”, escreveu Jo.

O gesto teve grande repercussão na internet e centenas de comentários positivos e de incentivo foram feitos.

A clínica está localizada na Rua Abel Ventura Ribeiro de Moraes, nº 396 – Centro, Cordeiro. Fica aberta de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h, atendendo também pelo telefone (22) 2551-0231.


Para ser direcionado para o post no Blog Razões para Acreditar, Clique aqui 

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Supermulheres? Mamães de crianças, jovens e adultos com deficiência: plugadas, ligadas, empoderadas, poderosas e profissionais bem sucedidas

Windyz Brazão Ferreira



Fui inspirada por Carla Codeço (Arquiteta), mãe de Joana e Rafa; por Ciça Melo (Especialista em Marketing), mãe de Lucas, Luiza e Daniel e por Fabiana Ribeiro (Jornalista), mãe de Pedro e Vitor. Fui impulsionada a fazer uma declaração de respeito, admiração e amor por estas três supermulheres criadoras do Prêmio Para Todos de Inclusão Escolar...


Carla, Ciça e Fabiana são profissionais competentes, bem sucedidas e respeitadas. Mulheres-mães, empoderadas e multitarefas (como a maioria das mulheres) que dividem seu tempo entre ´tudo o mais da vida regular´, a responsabilidade amorosa da educação e cuidados contínuos trazidas com o nascimento de um filho ou filha com deficiência (e de outros filh@s, é claro) e a militância com vistas à promoção e defesa dos direitos da PcD. Elas oferecem à sociedade uma ´super´ contribuição social.

Supermulheres? Para mim, sim porque são mães de pessoas com deficiência que vivem experiências que nenhuma outra mulher (ou homem), sem filhos com deficiências ou apenas sem filhos, pode imaginar a experiência de ter um filh@ com deficiência em um mundo que ainda vê/percebe/pre-concebe/entende a deficiência como um ´problema´: uma tragédia pessoal´como denominado por Michael Oliver (https://whatsortsofpeople.wordpress.com/2008/08/15/the-personal-tragedy-theory-of-disability-mike-oliver-and-the-social-model/  e http://disability-studies.leeds.ac.uk/files/library/Oliver-in-soc-dis.pdf  ambos em inglês), sociólogo inglês com deficiência física e militante. 


Eu discuto em meu artigo 20 anos depois de Salamanca: Onde estamos e para onde vamos?! os efeitos perversos do ainda predominante modelo médico-psicológico (que, como ponto de partida, patologiza e incapacita a deficiência, ou seja, determina e antemão que a pessoa com deficiência não possui habilidades e não pode aprender ou se desenvolver) em oposição ao modelo social e curricular da deficiência que responsabiliza o ambiente, a sociedade, a escola identificação e remoção das barreiras à qualquer tipo de aprendizagem/aquisição.

Adicionar legenda
Transposto estes modelos de concepção da deficiência para o âmbito da família – e aqui eu enfatizo as mães novamente – há duas formas distintas de compreender o papel destes modelos no contexto do nascimento de um filh@ com deficiência.

O modelo médico-psicológico da deficiência coloca o foco no ´problema - filh@´ e o consequente estresse emocional dos membros da família e as difícil tarefa de ajustes familiares. Neste contexto adverso, o pai vai embora, a mãe fica só, não há apoio familiar, os profissionais não possuem qualificação à altura das demandas ou os serviços não estão disponíveis nos setores públicos ou privados de saúde e reabilitação. Este é o modelo que justifica discriminação, exclusão, recusa de matrículas e o (ainda comum) argumento de que ´nossa escola não está preparada para recber seu filh@´

No modelo social da deficiência o foco é colocado no apoio que deve ser disponibilizado/criado para que a família de uma criança com deficiência desde o momento do nascimento ou da descoberta da deficiência (porque nem sempre há diagnóstico!) possa educá-la e cuidá-la sem barreiras emocionais, ou seja, os ajustes necessários – quando necessários – acontecem com apoio e  naturalmente. Neste caso, as barreiras estruturais que estão presentes na sociedade são removidas e os serviços requeridos são acessíveis. Este modelo oferece ás escolas princípios e valores de reconhecimento e respeito ás diferenças e diversidade humana. Aceita estudantes com deficiência e os acolhe naturalmente, com prazer porque sabem que el@s vão enriquecer a experiência escolar.

No modelo social, portanto, a vulnerabilização das mães (ou famílias) não tem mais espaço porque as relações sociais e profissionais são horizontalizadas e humanizadas, uma vez que podemos supor que a formação profissional adota um viés mais pró-apoio/ajuda do que pró-decisão/´eu sei e você é leig@´. Neste modelo, a dor e o sofrimento não são condições inevitáveis... como afirma a literatura. É só acessar, por exemplo: o site Para Todos, ou o blog Minha vida com Alice e Antonio ou ainda o blog Nosso Príncipe Felipe, para desmistificar esta visão limitada sobre ´ter um filho com deficiência´.

Não sou ingênua ou irrealista e sei que que há milhões de mães e famílias vivendo as experiências vulnerabilizantes porque a sociedade ainda adota como verdade os pressupostos do modelo médico. Mas, tal concepção está em processo de mudança e meu objetivo é também contribuir com a reflexão e mudança em direção ao modelo social e curricular da deficiência. Modelo baseado nos direitos humanos, que reconhece a pessoa com deficiência como um sujeito de direitos e que, exatamente por isso, deve ter oportunidades de acesso, participação, aquisições, e desenvolvimento humano como qualquer outra pessoa.

Infelizmente para os ainda ignorantes sobre o modelo social da deficiência, que desconhecem/negligenciam o valor da diferença individual e da diversidade humana, a deficiência continua sendo considerada um empecilho à convivência, participação, aprendizagem (educacional, social, laboral) e, em especial, ao deleite da convivência com estes seres humanos maravilhosos e iluminados: pessoas com deficiência e suas mães que nos inspiram e nos fazem compreender como nosso ego é grande e nossa alma é pequena...

Muitas vezes, ao longo de minha vida profissional como fonoaudióloga (1980-1992) e depois como acadêmica (1992-até o presente), ouvi de mães, doloridamente aos prantos, histórias:

- de opressão: - você não entende o significado disso... nós sabemos o que é melhor para seu filh@; eu estudei muito para chegar aqui e poder lhe orientar;

- de julgamento: - você nega a deficiência de seu filho!; já está na hora de aceitar que sua filha é deficiente!;

- de orientações radicais e infundadas: - não pode colocar na escola agora, el@ não está preparado; busque o profissional X, senão el@ não vai desenvolver a função y; não tem jeito... ele tem deficiência e vai ser dependente!

Com base no modelo social e curricular da deficiência Carla, Ciça e Fabiana foram brilhantes ao criar o Prêmio Para Todos, que tem como objetivo " reconhecer o/a professor/a como chave de transformação.´ A vencedora do Prêmio Para Todos de Inclusao 2016 foi a professora Ana Floripes Berbert Gentilin do Colégio Estadual Igléa Grollmann - EFM, de Cianorte-PR. Parabéns professora Ana!!!

Por todas as razões acima, Carla, Ciça e Fabiana são mulheres-mães de pessoas com deficiência que inspiram e devem ser tanto reconhecidas como suas iniciativas disseminadas. É por isso que eu sigo seu blog e as celebro neste pequeno texto!  

Os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), revelam que no Brasil 45,6 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência – visual, auditiva, motora, mental ou intelectual, 23,9% da população total. Portanto, são em torno de 45.6 milhões de mães sobre as quais estou aqui falando! Isto é, em torno de 20% da população brasileira porque algumas mães têm mais de um filho com deficiências.

Eu não sou mãe, nunca engravidei. Esta não foi minha opção nesta vida. Todavia, há em torno de 30 anos, convivo com mulheres que são mães de filhos e filhas com deficiência. Com cada uma delas, reaprendi a dimensão da vida e o valor da maternidade.   


Por isso caras Carla, Ciça e Fabiana vocês devem ser celebradas!

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Empregado que tenha filho com deficiência poderá tirar férias junto com seu filho

A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei 4993/16, de autoria da deputada Mara Gabrilli, que altera o artigo 136 da CLT, prevendo que o empregado que tenha filho com deficiência terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares de seu filho
Hoje, de acordo com a CLT, cabe ao empregador decidir o período de gozo das férias. A ideia é que, assim como já acontece com o empregado estudante menor de 18 anos, os pais com deficiência também possam tirar suas férias junto com as férias escolares de seu filho.

A autora da proposta, deputada Mara Gabrilli, ressalta que a medida não deve ser vista como um benefício para o empregado, mas, sim, ao seu filho com deficiência, uma vez que sua finalidade é a de proporcionar-lhe uma atenção efetiva.

“O projeto está em acordo com a ideia atualmente muito difundida de desenvolvimento de uma política pública de inclusão das crianças, adolescentes e jovens com deficiência no ensino regular, além de estar respaldada na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)”, afirma.

Outra justificativa apresentada para a aprovação do projeto é de que se os pais empregados estiverem no gozo de suas férias regulares no trabalho poderão dedicar-se aos seus filhos integralmente. Durante os períodos de férias escolares, muitas vezes, esses jovens ficam em casa, mas precisam manter a atenção individualizada. Nem todos os pais têm condições financeiras de arcar com as despesas inerentes a esse acompanhamento – e aqueles que possam, eventualmente, ter as condições necessárias, podem ter dificuldades em encontrar mão de obra especializada para a função.

Ainda segundo Mara Gabrilli, o projeto não implica quaisquer ônus adicionais para a empresa, pois as férias já são direitos garantidos constitucionalmente a todos os empregados. “Ele apenas transfere a iniciativa para definir o período de férias, que hoje pertence ao empregador, para o empregado que tenha filho com deficiência”, conclui.

Referência: Postado pela Equipe Mara Gabrilli | abril 28, 2016


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