Missão: divulgar conhecimento e informações relevantes para assegurar os direitos humanos da Pessoa com Deficiência. Articular pessoas que se comprometem com o desenvolvimento de um mundo melhor, sem barreiras para tod@s.
A escolha da Fita Azul se deve pelo de no início da Segunda
Guerra Mundial, Hitler, e muitos alemães não queriam ser lembrados dos
indivíduos incompatíveis com seu conceito de “raça superior”, indivíduos que
tinham algum tipo de deficiência física, retardamento ou doença mental eram
executados pelo programa que os nazistas chamavam de “T-4”
ou “Eutanásia”. Os nazistas obrigavam as Pessoas Com
Deficiência (PcD) a usarem uma faixa de cor azul fixada no braço, sendo
identificados e mortos pelos Nazistas, porque eles acreditam que os as pessoas
com deficiência eram incapazes e dentre estes, os surdos eram classificados,
não reconheciam o potencial dos Surdos, sendo assim a cor escolhida pela
comunidade surda para representação foi a cor Azul
Turquesa por ser uma cor "viva"
e melhor representar o SER SURDO.
O programa “T-4”
ou “Eutanásia” não poderia ter funcionado sem a cooperação dos
médicos alemães, pois eram eles que analisavam os arquivos médicos dos
pacientes nas instituições em que trabalhavam, para determinar quais deficientes
deveriam ser mortos e, ainda por cima, supervisionavam as execuções daqueles
que deveriam por eles serem cuidados.
Os pacientes “condenados” eram
transferidos para seis instituições na Alemanha e na Áustria, onde eram mortos
em câmaras de gás especialmente construídas para aquele fim. Bebês deficientes
e crianças pequenas também eram assassinados com injeções de doses letais de
drogas, ou por abandonamento, quando morriam de fome ou por falta de cuidados.
Os corpos das vítimas eram queimados em grandes fornos chamados de crematórios.
Nesse período algo em torno de 200.000 deficientes foram assassinados pelos
nazistas entre 1940 e 1945. O programa T-4 tornou-se o modelo para o extermínio
em massa de judeus, ciganos, testemunhas de Jeová e outras vítimas, nos campos
equipados com câmaras de gás criados pelos nazistas em 1941 e 1942.
A comunidade surda ainda escolheu a
cor Azul Turquesa, por ser uma cor "viva" para representa o SER
SURDO, por não termos vergonha de sermos surdos, pois nós temos a
nossa própria Língua de Sinais que faz parte da Cultura Linguística e também
lutamos por sermos respeitados pela Sociedade Brasileira. Passamos por várias
lutas e conquistamos muitos de nossos objetivos.
A escolha do mês de SETEMBRO
O mês de Setembro é mundialmente
comemorativo, pois é repleto de datas significativas que refletem a história de
lutas e conquistas da Comunidade Surda. Algumas datas se destacam nesse mês:
Dias 6 e 11 de Setembro: marco triste
para esta comunidade. Lembrança do Congresso de Milão (1880) no qual foi
proibido o uso das Línguas de Sinais na Educação dos Surdos.
Dia 26 de Setembro: Dia Nacional do
Surdo (Lei Nº 11.796 de 29 de Outubro de 2008). Nesta data, em 1857, foi
fundada a primeira escola de surdos no Brasil pelo prof. Francês surdo Eduard
Huet, o atual INES – Instituto Nacional de Educação dos Surdos, que fica no Rio
de Janeiro. (Visite:
Já estão abertas as inscrições para o Seminário Internacional Educação ao Longo da Vida. O evento será no próximo dia 12 de setembro e vai tratar da promoção do conhecimento sobre experiências e modelos internacionais que mundo afora vêm sendo consolidados. O assunto será debatido em duas mesas temáticas: às 15h, tema será "Educação ao Longo da Vida, Valores e Desafios" e às 16h a discussão será sobre "A Educação de Jovens e Adultos com deficiência: Perspectivas de uma vida produtiva".Também haverá uma palestra sobre "Educação ao Longo da Vida e a Agenda 2030: Perspectivas e Desafios".
A realização do seminário é uma iniciativa conjunta da Comissão de Educação e da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por iniciativa do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).
As inscrições para o seminário já podem ser feitas. Basta clicar aqui para acessar e preencher o formulário.
PROGRAMAÇÃO
13h - Mesa de AberturaParticipantes: Deputado Rodrigo Maia - Presidência da Câmara dos Deputados Ministro Mendonça Filho - Ministro da Educação Deputado Caio Narcio - Presidente da Comissão de Educação Deputado Cabo Sabino - Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência Cristovam Buarque - Senador Marlova Jovchelovitch Noleto - Representante da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil João Gomes Cravinho - Embaixador da União Europeia no Brasil
14h - Palestra: Educação ao Longo da Vida e a Agenda 2030: Perspectivas e Desafios.Coordenador: Deputado Eduardo Barbosa Mediador: Eduardo Deschamps - Presidente do Conselho Nacional de Educação - CNE Palestrante: Profª Dra. Edith Hammer (UIL - Hamburgo)
15h - Mesa 1: Educação ao Longo da Vida, Valores e Desafios.Coordenador: Deputado Alex Canziani Mediadora: Rebeca Otero (Coordenadora de Educação - UNESCO - Brasil)
Tema 1: Educação Especial na Educação de Jovens e Adultos Palestrante: Profª. Dra. Filomena Pereira (União Europeia - Portugal)
Tema 2: Reconhecimento de saberes. Palestrante: Profº Dr. Genuíno Bordignon (UnB - Brasil)
Tema 3: A Política de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos Palestrante: Ms. Ivana de Siqueira - Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão - SECADI/MEC
16h00 - DEBATE 16h30 - Mesa 2 - A Educação de Jovens e Adultos com deficiência: Perspectivas de uma vida produtiva.Coordenador: Deputado Eduardo Barbosa Mediadora: Patrícia Neves Raposo - Diretora de Políticas de Educação Especial - DPEE/SECADI/MEC
Tema 1: A educação Especial e a Educação de Jovens e Adultos na perspectiva da Educação ao Longo da Vida. Palestrante: Profª Drª Rosita Edler Carvalho
Tema 2: Transição para a Vida Adulta: Estratégia para estruturar a educação ao Longo da Vida das pessoas com deficiência. Palestrante: Profa. Ms. Marcia Maurilio Souza
Tema 3: Currículos funcionais: Transição para Vida Ativa e Qualidade de vida para a Pessoa com Deficiência. Palestrante: Profª Dra. Windyz Brazão Ferreira
Tema 4: Relato da vida educacional e perspectivas acadêmicas e profissionais. Palestrante: Paulo Santos Ramos
17h50 - DEBATE 18h20 - Cerimônia de Encerramento. Realizado em parceria com o Ministério da Educação, Frente Parlamentar Mista da Educação e Delegação da União Europeia no Brasil.
ONG
Ed-Tod@s convida você - Professoras do AEE e da Sala de Aula Regular, Mães e Profissionais que atuam junto às Pessoas com Deficiências - para participar de seu I Curso Internacional Currículos Funcionais, que será realizado em Indaiatuba/SP de de 21 a 25 de Agosto 2017. Convite da Presidente da Ong Ed-Tod@s
O curso, em formato de oficina, terá comoFacilitadora a Profa. Ana Maria Bénards da Costa, Ex-Diretora
do Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação de Portugal e
Consultora da UNESCO-Paris para Assuntos de Educação Inclusiva, estará em
Indaiatuba.
Formada
em Letras pela Universidade de Lisboa, Ana Maria já na década de 60 se
comprometeu com a causa da pessoa cega e com seu direito de estudar na escola
regular. Esta causa nasceu no Brasil, quando Ana Maria esteve em SP no I Congresso
Naacional de Professor@s de Pessoas Cegas e Baixa Visão onde conheceu
experiências de integração escolar àquela época.
O currículo funcional é um programa
curricular delineado para cada pessoa com deficiência com base nos
ambientes da sua vida real. O CF visa promover a inclusão social e
educacional por meio de criar oportunidades de transição para a vida ativa e aumentar cada vez mais a autonomia da
criança, jovem ou adulto com deficiência, sempre considerando a etapa de vida
na qual se encontra e não mais julgando-o incapaz ou ´com uma mente de criança´,
concepção que gera falta de oportunidades para aprender e dependência.
O
currículo
funcional é uma abordagem pedagógico-curricular que se compromete com
identificar demandas individuais em termos de estilos e ritmos de aprendizagem,
ou seja, adota como pressupostos-chave a capacidade
que todas as pessoas têm de aprender sempre, ao longo da vida e, sobretudo, a
possibilidade de se tornar cada vez mais autônomas,se os ambientes forem modificados.
Nesse
sentido, a abordagem do currículo funcional se alinha-se ao conceito de adaptação razoável´ definido na Convenção dos Direitos da Pessoa com
Deficiência das Nações Unidas como ´modificações
e ajustes necessários e adequados ... quando requeridos em cada caso, a fim de
assegurar que as pessoas com deficiência possam gozar ou exercer, em igualdade
de oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos humanos e liberdades
fundamentais´, neste caso, o direito de acesso à educação e a um currículo
que seja funcional.
Aqui
é importante lembrar que este tratado das Nações Unidas, a partir do qual a Lei
Brasileira da Inclusão foi aprovada em 2015,
´pessoas com deficiência são aquelas
que têm impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os
quais, em interação com diversas
barreiras [existentes nos vários ambientes] podem obstruir sua participação
plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais
pessoas´ (Art.2)
O currículo funcional alinha-se a
este pressuposto inclusivo porque baseia-se na análise dos ambientes de vida
[naturais da pessoa com deficiência] e nas competências necessárias ao
funcionamento, o mais autônomo possível, nesses ambientes.´(IIE, 2000, p. 09)
A
inclusão social e escolar implica, necessariamente, a modificação do meio ambiente com
vistas a remover barreiras de qualquer natureza. Na escola, então, para além do
que ensinar ao estudante com deficiência, o currículo funcional pergunta como
ensinar? Quais melhores estratégias
para ensinar (promover a aprendizagem) estes estudantes. E este, não é
trabalho para um profissional isolado, mas para o conjunto das pessoas que
estão de um jeito ou de outro próximo a este estudante: do motorista da van à
direção da escola e professora.
Para
responder a estas perguntas é necessário ter uma ideia clara dos estilos e
ritmos de aprendizagem deste estudante (o mesmo vale para tod@s @s outr@s
porque este é um princípio inclusivo!). Com base em um intenso processo de
avaliação dos múltiplos espaços e tempos de vida dos estudantes com
deficiência, a professora (ou outro profissional) em parceria com os demais
planeja a diferenciação curricular nos
ambientes de vida natural: família, escola, comunidade, lazer, mundo do
trabalho ou outro em função da idade e oportunidades de desenvolvimento humano.
A
Profa. Ana Maria Bénards da Costa conheceu o Prof. Lou Brown, criador do
currículo funcional, na Unversity of Madison, Estado de Winsconsin (EUA) criador
do CF e sistematizou este conhecimento, testado no sistema educacional
Português e organizado no Material de
Formação DocenteCurrículo Funcional que será
disponibilizado para os/as participantes no início do curso.
O
Curso
Internacional Currículos Funcionais
terá formato de oficina, com reflexões em parcerias e análises de situações reais
trazidas pelos/as participantes. Com duração de 16 horas, o curso será realizado
de 21 a 24 de Agosto de 18 às 22h.
Na
sexta feira - dia 25/08 às 20h - a
Ong Ed-Tod@s realizará um Coquetel de Confraternização
e Encerramento do Curso Internacional com Entrega de Certificados aos
participantes que atingiram 85% de frequência.
Este vídeo, que está postado no youtube, foi feito ontem já tarde da noite.
Depois de uma noite muito enriquecedora com algumas mães de pessoas com deficiência na ONG Ed-Tod@s, fui motivada por uma postagem de uma amiga querida: Lauricéia Tomas da Silva, pernambucana ´arretada´como diriam @s paraíbanos...
Lauricéia é mestre em Educação pela Universidade Federal da Paraíba, Linha de Pesquisa Estudos Culturais à qual fui vinculada no passado. Ela é séria, competente e cheia de vida e idéias. Há alguns anos atrás me lembro que Lauricéia falou comigo por telefone sobre aceitar (ou não) um convite para coordenar a Educação Especial da Secretaria de Educação do Município de Recife, ao que eu disse: - sem duvida, se vc sente que pode contribuir para melhorar a educação das pessoas com deficiência, aceite e não se envolva com as politicagens... Ela aceitou, trabalhou sério, foi bem sucedida e agora recebeu uma homenagem de reconhecimento pelo seu trabalho expedido pelo escritório de uma deputada local. Mas Lauricéia estava em dúvida se compartilhava ou não nas redes sociais porque... óbvio, - como as pessoas veriam/reagiriam a esta homenagem? Mas no final, ela postou e muit@s estamos felizes por ela! Parabéns Lauricéia!
A dúvida de Lauricéia me remeteu a um passado distante, quando retornei do Doutorado na Inglaterra em 2000 e descobri que algumas pessoas sentiam prazer em desvalorizar minha experiência internacional e me desrespeitar - algumas vezes - publicamente. Uma vez, em uma palestra na UNICAMP, uma professora que estava presente foi tão desagradávelmente imprópria e mal educada que - literalmente - eu coloquei o microfone no colo dela (porque, claro, ela não quis pegar!) e me sentei dizendo que eu ´era apenas uma convidada para falar de educação inclusiva e que ela certamente teria melhores contribuições a fazer´. Em muitas outras oportunidades fui desafiada de formas diferentes pela minha experiência de sucesso na academia e no exterior sobre a qual. parecia àquela época, que não poderia falar em público pois tinha ´cara de ser esnobe´ ou algo do tipo. Hoje isso parece ter melhorado, mas não mudado...
No Departamento de Habilitações Pedagógicas do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba, onde eu era lotada, em especial, a xenofobia era evidente e se manifestava como barreiras levantadas por colegas, que foram sistemáticas. Acredito que tenha sido a segunda ou terceira acadêmica que fez Doutorado fora do Brasil. Fiz o Doutorado em Filosofia (PhD ou Philosophy Dr) na University of Manchester na Inglaterra, a terceira universidade do país que tem quase um milênio de academia. Foi lá que me tornei pesquisadora e foi lá também que as portas para uma extensa atividade internacional se abriram...
Em meu departamento na UFPB, uma certa feita, ao ser analisado um processo de afastamento para eu participar de três eventos no exterior, em Portugal, na Alemanha e na Inglaterra - com todas as documentações comprobatórias - um colega disse em reunião departamental: - A professora deveria pedir afastamento sem vencimento!!! Naquele momento, sem a força interna e a experiência que eu tenho hoje, fui tomada de choro pelo absurdo e pequenez daquelas mentes. Mas eu reagi(!) afirmando que, então, o departamento deveria informar aos organizadores dos eventos sobre a decisão de eu não ir porque eu não faria isso... Bem no final foi aprovado e eu fui para o exterior porque o objetivo das mentes pequenas e invejosas foi atingido: desvalorizar meu sucesso e me desorganizar... Fui, fiz o que tinha que fazer e ´venci´, ou melhor, sobrevivi às mazelas da vida causada por quem tem o coração encolhido, o ego muito grande, a mente pequena e está desconectad@ da sua alma, que é quem tem a sabedoria necessária para nos fazer compreender os sentimentos espúrios que nos atacam de tempos em tempos no mundo material.
O fato é que conheci uma face obscura da cultura brasileira quando se trata do sucesso alheio. Tem muiiiiita gente que não aguenta a própria inveja e a manifesta de jeitos horríveis para provocar, diminuir o outr@. Gente que precisa desvalorizar o que é ´verdadeiro, bom e útil´ para se sentir bem. Por isso, aqui vai minha reflexão sobre o Triplo Filtro de Sócrates, que espero vire uma campanha contra a pequenez humana e a mediocridade dos invejos@s...
Hoje – dia 21 de Março – é o Dia Internacionalda [Pessoas com] Síndrome de
Down.
Com certeza é um
dia para parar e aprender, refletir sobre nossas concepções, crenças e posições
acerca desta população e, principalmente nos conscientizar sobre as
potencialidades e realizações das pessoas com Síndrome de Down. Aqui vou,
então, fazer isso...
Para aprender...
Quando e por quem a Síndrome de Down foi descrita?
A SD foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Esta alteração genética afeta o
desenvolvimento do indivíduo determinando algumas características físicas
e cognitivas comuns a tod@s que nascem com esta alteração genética
Você sabe porque o dia de celebração deste
grupo social é 21 de março?
21/03 foi a data escolhida para esta celebração e
momento de conscientização sobre esta condição genética porque representa a TRIssomia do par de cromossomos 21,
que caracteriza a Síndrome de Down.
Você sabe o que significa síndrome?
Etmologicamente a
palavra síndrome vem do grego "syndromé",
cujo significado é "reunião", ou seja, significa umconjunto de sinais e sintomasque definem uma determinada patologia
ou condição. É, por isso, um termo muito usado em psicologia, Medicina ou até
mesmo situações sociais, como em síndrome da violência urbana. Para o campo da medicina
uma síndrome não deve ser
classificada como uma doença. Ou seja, uma pessoa com Síndrome de Down não tem
uma doença, mas possui um conjunto de sinais e sintomas comuns a tod@s que
nascem com a trissomia.
Você conhece os sinais e sintomas da Síndrome
de Down?
Algumas das
características mais comuns das pessoas com Síndrome de Down e já visíveis
desde o nascimento por ser consequência de uma alteração genética são:
Olhos amendoados
Cavidade Oral Pequena: a boca das crianças com SD é relativamente
pequena e há uma tendência para um baixo tônus muscular que provoca o aumento
da língua e afeta a articulação da fala.
Hipotonia Muscular: ou pouca força muscular, o que afeta o desenvolvimento
neuropsicomotor da criança.
Maior propensão ao
desenvolvimento de algumas doenças: por exemplo problemas
cardíacos.
Cabeça
Pequena: as crianças com SD
tendem a apresentar o pescoço curto e mais largo, mãos e pés pequenos com um
formato mais quadrangular e baixa estatura.
Tendência de ganhar peso, condição que pode ser
bem resolvida com uma alimentação apropriada e balanceada associada à atividade
física
Deficiência Intelectual que não impede a
escolarização e aprendizagem, embora possa ser mais lenta e necessitar de apoio
extra
É importante saber que... embora as pessoas
com SD pareçam irmãs e irmãos porque são muito parecid@s,nem todas apresentam as mesmas
características, nem os mesmos traços físicos, tampouco as mesmas malformações.
A única característica comum a todas as pessoas é o déficit intelectual, mas
mesmo assim, sua capacidade de aprender – assim como para qualquer pessoa sem
deficiência – é distinta de seus pares.
Não existem graus de SD e a variação das características e personalidades entre uma
pessoa e outra é a mesma que existe entre as pessoas que não tem SD. Cerca de 50% das crianças com SD apresentam problemas
cardíacos, e alguns necessitam de cirurgia nos primeiros anos de vida.
Nossas concepções, crenças e posições
Acreditamos
naquilo que o mundo e a cultura nos passam no tempo e espaço dentro do qual
nascemos e vivemos. Quanto menos conhecimentos relevantes possuímos, mais acreditamos
em crenças erradas, infundadas. Quanto mais conhecimento temos sobre qualquer
coisa, mais cautelos@s nos tornamos para aceitar o que ´está dito´: a verdade
discutível.
- Quais são suas
crenças?
- Quais são as suas atitudes com relação às pessoas com SD e também às
pessoas com deficiência em geral?
- Você acha que porque el@s tem determinadas
características não conseguem aprender, ensinar e se realizar ou ser forte o suficiente
para enfrentar as barreiras criadas por um mundo desigual e excludente?
- Você já
conversou com pessoas com SD? Você sabia – e acredita – que jovens com SD
chegam à universidade e se formam?
Pessoas com SD que alcançaram o sucesso
Durante séculos
se acreditava que as pessoas com SD são incompetentes e incapazes de aprender porque são pessoas com deficiência intelectual.
Hoje sabemos que isso não é verdade!
Algumas das minhas experiências ao longo
de 36 anos de trabalho com pessoas com deficiência me ensinou que devemos ser
sempre cautelosos e não aceitar o ´dito sem fundamento´, assumir o senso comum como a verdade absoluta! Conhecer a Mia e muitas outras pessoas com SD chacoalharam crenças que nem sabia que tinha...
Conheci Mia Farrah,
jovem Libanesa com SD no Encontro Internacional da Campanha Global pela Educação que
aconteceu em São Paulo há alguns anos atrás. 120 participantes de organizações internacionais. Um evento cuja língua oficial era o inglês.
Mia, ativista pela defesa dos
direitos da Pessoa com Deficiência foi como delegada... Eu era apenas ouvinte
convidada!
Estávamos na
mesma mesa, Mia estava com sua mãe com quem falava inglês e eu – um pouco mais
distante podia compreender. Mas, em um dado momento ela falava outra língua fluentemente e eu fiquei curiosa. No
intervalo fui conversar com elas e perguntei sobre a língua que estavam usando
ao que Mia respondeu: eu falo inglês, árabe e francês!!!
Como pesquisadora
questiono: - Quantas pessoas
no mundo falam três línguas fluentemente? Como pode uma pessoa com SD aprender
três línguas? Eu acreditaria nesta ´história´ se alguém a tivesse me contado há
20 anos atrás? Será que há 20 anos atrás a Mia teria tido a oportunidade de
aprender três línguas?!
A história de Madeline Stuart, uma
jovem australiana com SD é modelo de marcas famosas... Seu sucesso nas
passarelas e sua beleza nos obrigam a rever bossas concepções limitadas e
errôneas sobre as pessoas com SD.
Madeline é uma ativista
poderosa em prol da inclusão e diversidade no mundo da moda.
Seis rapazes argentinos com SD
decidiram virar a mesa e começaram um negócio próprio depois de tentarem sem
conseguir espaço no mercado de trabalho. Com isso, nascia um serviço de eventos queprepara pizzas e
empanadas a domicílio em Buenos Aires e cidades
próximas: oLos Perejilles
Apenas dois meses após lançarem a
empresa, eles já tinham24
eventos marcados. Grande parte da realização deste sonho foi
possível graças a ajuda de dois profissionais que trabalham com pessoas com
síndrome de Down, os professores voluntáriosTelam
Lopez e Kevin Degirmenci. Os dois professores ajudaram os
jovens a adquirir a confiança necessária para montar o empreendimento, que hoje
é sucesso por onde passa.
As
crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características
semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características
diferentes e únicas.”
Aqui no Brasil, há
exemplos maravilhosos de sucesso que eu conheci pessoalmente: por exemplo, a
professora de educação infantil e escritora Débora Seabra de Natal/RN. Clique em Débora
Alguns mais conhecidos e outros menos, mas todo@s são igualmente bem sucedidos:
o Thiago que é arrimo de família, a Bianca que está na universidade, a Marina
que está se formando em fotografia, a Mariana que dá palestras, etc.
São, com certeza,
muit@s pessoas com SD que conseguiram vencer ou romper barreiras impostas ao
seu desenvolvimento. São também muitas famílias e, em especial, mães que abdicaram
(ou não) de suas vidas para lutar e apoiar seus filh@s com SD (ou outras
deficiências).
E, qual é a função de um dia internacional ???
É exatamente criar espaços sociais, políticos, de mídia, etc. para abordar questões relevantes acerca de grupos sociais ou temas que foram mantidos às margens dos debates.
É por isso que hoje estou aqui escrevendo sobre as pessoas com SD e seu dia internacional... Por todas estas
histórias de vida maravilhosas de alguns jovens com SD, hoje é um dia que ainda existe e merece ser celebrado no planeta... até o dia em que nascer com Síndrome de Down –
ou qualquer outra condição humana, não será mais uma ´razão´ para ser excluíd@
ou viver isolado (não ter amig@s ou namorad@), para não ser aceito nas escolas
ou sofrer experiências de discriminação e preconceito, para ser escondido ou violentado...
Por todas estas
razões é hora e tempo de repensarmos nossas posições, sentimentos e crenças.
É hora de
mudarmos e buscar aproximação e aprendizagens com as oportunidades que a vida
nos oferece. Por isso, como dica (já lançada aqui no blog aos docentes comprometidos
coma inclusão em ´Dicas sobre Inclusão´nesta pagina, ao lado direito), esta semana, aborde uma pessoa com Síndrome de Down
e a conheça. Depois conte sua experiência de forma que ela se multiplique e
beneficie outros seres.
A ONG Ed-Tod@s, fundada em 1998, agora
está em Indaiatuba.
A ONG Ed-Tod@s foi fundada
originalmente em João Pessoa na Paraíba, onde sua Fundadora e atual Presidente
Dra. Windyz Brazão Ferreira morava e atuava como acadêmica na Universidade
Federal da Paraíba. Nascida em São Paulo, após a aposentadoria da universidade
ela escolheu Indaiatuba para ser sua cidade.
Enquanto conduzia seu Doutorado na University of Manchester na Inglaterra, entre 1996 e
2000, a professora se deu conta de que era necessário a fundação de uma ONG
brasileira que promovesse a educação inclusiva. Voltou ao Brasil em 1998 e, junto
com colegas, mães de pessoas com deficiência e pessoas com deficiência, fundou
a Ed-Tod@s.
Por isso, desde o nascimento,
a Ed-Tod@s tem como missão promover e defender os direitos da pessoa com
deficiência à vida regular, à educação, à convivência e participação em todas
as esferas sociais, experiências fundamentais para o desenvolvimento humano
deste grupo social.
Durante quase 20 anos, a Ed-Tod@s
realizou atividades científico-acadêmicas de produção e disseminação de
conhecimentos sobre questões relacionadas às pessoas com deficiência. Já
realizaram congressos, pesquisas para a UNESCO, Save the Children da Suécia e
Reino Unido, assim como para Governo federal e estadual aqui no Brasil.
A missão da Ed-Tod@s, portanto, é
promover a inclusão social e educacional das pessoas com deficiência e suas
mães, por meio de combater a exclusão e barreiras de acessibilidade à
participação em qualquer esfera da sociedade em condições de igualdade com as demais
pessoas e promover a inclusão familiar, social, educacional, comunitária,
amorosa, amistosa, cultural, laboral, etc.
Os tempos mudaram e agora, para além da
inclusão social e educacional da pessoa com deficiência, a ONG Ed-Tod@s inicia
uma nova etapa de sua atividade com projetos sociais que tem como objetivo o
empoderamento feminino de jovens/mulheres com deficiência e também de mães de
pessoas com deficiência.
Dentre inúmeras outras atividades
(ciclo de palestras, cursos, filmes, meditação, encontros, etc.) que podem ser
conhecidas no site da ONG (https://ongedtodas.wixsite.com/indaiatuba), o
Projeto Social Pró-Mães é o seu carro-chefe.
Este projeto tem como objetivo o fortalecimento materno e o empoderamento
feminino de mães de pessoas com deficiência.
Segundo o CENSO Populacional do IBGE de
2010, existem no Brasil em torno de 46 milhões de pessoas com deficiências.
Portanto, existem em torno de 46 milhões de mães, cujos filh@s têm algum tipo
de deficiência. Os estudos mostram que as mães de filh@s com deficiência tendem
a ser abandonadas pelos maridos ou companheiros, são excluídas de atividades
familiares, abandonam carreiras e emprego para cuidar de seus filh@s, lutam
cotidianamente para superar barreiras sociais, humanas, profissionais, educacionais,
etc. A jornada diária é múltipla e a sobrecarga psicológica é imensurável. Por
todas estas razões, as mães de pessoas com deficiência constituem um grupo
vulnerável: sozinhas, isoladas e sem ter
em quem se apoiar estas mães sofrem silenciosamente.
" Em 2014 iniciamos
o Pro-Mães como um projeto de extensão acadêmico e também campo de coleta de
dados de uma pesquisa de doutorado[1] (ainda em andamento) na
Universidade Federal da Paraíba. Durante um ano, realizamos encontros semanais
com um grupo de 16 mães de pessoas com deficiência diferentes, a partir dos
quais constatamos o valor deste projeto. As mães passam por etapas de
compartilhamento de dores e sofrimentos, se reconhecem como membro de um grupo
com uma identidade única, passam a compartilhar experiências e conhecimentos
relevantes para todas e se fortalecem enquanto mães e mulheres. Compreendem,
por meio da vivência no grupo, que podem ´ter uma vida própria´,podem se
realizar profissionalmente, podem e devem ser ouvidas nos vários espaços
sociais, podem e devem lutar pelos seus direitos e de seus filhos em instâncias
sociais e políticas.“
Nosso objetivo aqui em Indaiatuba é
consolidar este projeto social totalmente gratuíto, divulga-lo e implantar na
região, em cidades próximas onde os recursos são escassos para as mães e para
as pessoas com deficiência.
Iniciaremos
o cadastramento das mães (cujos filh@s podem ter qualquer deficiência e
qualquer idade) pelo site da EdTod@s, por email, fone ou facebook, a partir do
dia 08 de março de 2017 – Dia Internacional da Mulher e também dia do
lançamento da EdTod@s.
Para
o lançamento da ONG teremos um coquetel com alguns convidad@s em sua sede e, às
19:30, organizamos em parceria com o CIASPE – Centro de Inclusão e Assistência
à Pessoa com Necessidades Especiais (http://ciaspe.org.br/), a palestra Tornar-se
Mães de Filh@s com Deficiência: experiências e aprendizagens, proferida por
nossa convidada especial, a Assistente Social Mina Regen, Coordenadora do Setor
de Estimulação Precoce da APAE-SP e Consultora da Sorri Brasil (http://www.sorri.com.br/) e que atua
há mais de 40 anos na área de inclusão social da pessoa com deficiência. Mina é
pioneira na abordagem do tema família e mães de pessoas com deficiência.
Estamos felizes com o lançamento da Ong
Ed-Tod@s aqui em Indaiatuba e, esperamos, poder contribuir para dar
visibilidade às pessoas com deficiência da cidade e da região, aos seus
direitos, suas demandas nascidas de suas vozes e também à criar oportunidades
de terem acesso a vida social, cultural e educacional como qualquer outra
pessoa sem deficiência, como reza a Convenção dos Direitos da Pessoa com
Deficiência publicada pela ONU em 2006... Indaiatuba é uma cidade acolhedora,
reconhecida pelo seu desenvolvimento econômico e social, que abraça quem vem de
fora... Apesar disso, as pessoas com
deficiências – surdos, cegos, pessoas que usam cadeiras de rodas, pessoas com
Síndrome de Down, etc., quase não são vistos nos espaços comuns.
Paralelamente à nossa missão de apoiar
o desenvolvimento humano e a inclusão social e educacional de crianças, jovens
e adultos com deficiência e de suas mães, nosso maior objetivo neste momento é
tornar a cidade de Indaiatuba um polo na região de promoção de direitos deste
grupo social e de disseminação de conhecimentos na área relevantes aos
profissionais da área de saúde e educação, às empresas, ao poder público local,
etc.