domingo, 17 de setembro de 2017

O *SETEMBRO AZUL* lançado pela Comunidade Surda!


O nome Setembro Azul


A Fita AZUL
A escolha da Fita Azul se deve pelo de no início da Segunda Guerra Mundial, Hitler, e muitos alemães não queriam ser lembrados dos indivíduos incompatíveis com seu conceito de “raça superior”, indivíduos que tinham algum tipo de deficiência física, retardamento ou doença mental eram executados pelo programa que os nazistas chamavam de “T-4” ou “Eutanásia”. Os nazistas obrigavam as Pessoas Com Deficiência (PcD) a usarem uma faixa de cor azul fixada no braço, sendo identificados e mortos pelos Nazistas, porque eles acreditam que os as pessoas com deficiência eram incapazes e dentre estes, os surdos eram classificados, não reconheciam o potencial dos Surdos, sendo assim a cor escolhida pela comunidade surda para representação foi a cor Azul Turquesa por ser uma cor "viva" e melhor representar o SER SURDO.

O programa “T-4” ou “Eutanásia” não poderia ter funcionado sem a cooperação dos médicos alemães, pois eram eles que analisavam os arquivos médicos dos pacientes nas instituições em que trabalhavam, para determinar quais deficientes deveriam ser mortos e, ainda por cima, supervisionavam as execuções daqueles que deveriam por eles serem cuidados.

Os pacientes “condenados” eram transferidos para seis instituições na Alemanha e na Áustria, onde eram mortos em câmaras de gás especialmente construídas para aquele fim. Bebês deficientes e crianças pequenas também eram assassinados com injeções de doses letais de drogas, ou por abandonamento, quando morriam de fome ou por falta de cuidados. Os corpos das vítimas eram queimados em grandes fornos chamados de crematórios.

Nesse período algo em torno de 200.000 deficientes foram assassinados pelos nazistas entre 1940 e 1945. O programa T-4 tornou-se o modelo para o extermínio em massa de judeus, ciganos, testemunhas de Jeová e outras vítimas, nos campos equipados com câmaras de gás criados pelos nazistas em 1941 e 1942.

A comunidade surda ainda escolheu a cor Azul Turquesa, por ser uma cor "viva" para representa o SER SURDO, por não termos vergonha de sermos surdos, pois nós temos a nossa própria Língua de Sinais que faz parte da Cultura Linguística e também lutamos por sermos respeitados pela Sociedade Brasileira. Passamos por várias lutas e conquistamos muitos de nossos objetivos.

A escolha do mês de SETEMBRO

O mês de Setembro é mundialmente comemorativo, pois é repleto de datas significativas que refletem a história de lutas e conquistas da Comunidade Surda. Algumas datas se destacam nesse mês:

Dias 6 e 11 de Setembro: marco triste para esta comunidade. Lembrança do Congresso de Milão (1880) no qual foi proibido o uso das Línguas de Sinais na Educação dos Surdos.

Dia 26 de Setembro: Dia Nacional do Surdo (Lei Nº 11.796 de 29 de Outubro de 2008). Nesta data, em 1857, foi fundada a primeira escola de surdos no Brasil pelo prof. Francês surdo Eduard Huet, o atual INES – Instituto Nacional de Educação dos Surdos, que fica no Rio de Janeiro. (Visite:

Dia 30 de Setembro: Dia Internacional do Surdo.

Dia 30 de Setembro: Dia do Profissional Tradutor.

Assista aos Vídeos abaixo, aprenda e divulgue em suas redes sociais. Siga também este BLOG!!!




LIBRAS, Legendado e com Voz...

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO AO LONGO DA VIDA & DEFICIÊNCIA


Abertas as inscrições para o Seminário Internacional Educação ao Longo da Vida.


Já estão abertas as inscrições para o Seminário Internacional Educação ao Longo da Vida. O evento será no próximo dia 12 de setembro e vai tratar da promoção do conhecimento sobre experiências e modelos internacionais que mundo afora vêm sendo consolidados. O assunto será debatido em duas mesas temáticas: às 15h, tema será "Educação ao Longo da Vida, Valores e Desafios" e às 16h a discussão será sobre "A Educação de Jovens e Adultos com deficiência: Perspectivas de uma vida produtiva". Também haverá uma palestra sobre "Educação ao Longo da Vida e a Agenda 2030: Perspectivas e Desafios". 

A realização do seminário é uma iniciativa conjunta da Comissão de Educação e da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por iniciativa do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).

INSCRIÇÃO GRATUITA - CLIQUE AQUI 

As inscrições para o seminário já podem ser feitas. Basta clicar aqui para acessar e preencher o formulário. 
PROGRAMAÇÃO
13h - Mesa de AberturaParticipantes:
Deputado Rodrigo Maia - Presidência da Câmara dos Deputados
Ministro Mendonça Filho - Ministro da Educação
Deputado Caio Narcio - Presidente da Comissão de Educação
Deputado Cabo Sabino - Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência
Cristovam Buarque - Senador
Marlova Jovchelovitch Noleto - Representante da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil
João Gomes Cravinho - Embaixador da União Europeia no Brasil

14h - Palestra: Educação ao Longo da Vida e a Agenda 2030: Perspectivas e Desafios.Coordenador: Deputado Eduardo Barbosa 
Mediador: Eduardo Deschamps - Presidente do Conselho Nacional de Educação - CNE
Palestrante: Profª Dra. Edith Hammer (UIL - Hamburgo)

15h - Mesa 1: Educação ao Longo da Vida, Valores e Desafios.Coordenador: Deputado Alex Canziani
Mediadora: Rebeca Otero (Coordenadora de Educação - UNESCO - Brasil)

Tema 1: Educação Especial na Educação de Jovens e Adultos
Palestrante: Profª. Dra. Filomena Pereira (União Europeia - Portugal)

Tema 2: Reconhecimento de saberes.
Palestrante: Profº Dr. Genuíno Bordignon (UnB - Brasil)

Tema 3: A Política de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos
Palestrante: Ms. Ivana de Siqueira - Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão - SECADI/MEC

16h00 - DEBATE
16h30 - Mesa 2 - A Educação de Jovens e Adultos com deficiência: Perspectivas de uma vida produtiva.Coordenador: Deputado Eduardo Barbosa
Mediadora: Patrícia Neves Raposo - Diretora de Políticas de Educação Especial - DPEE/SECADI/MEC

Tema 1: A educação Especial e a Educação de Jovens e Adultos na perspectiva da Educação ao Longo da Vida.
Palestrante: Profª Drª Rosita Edler Carvalho

Tema 2: Transição para a Vida Adulta: Estratégia para estruturar a educação ao Longo da Vida das pessoas com deficiência.
Palestrante: Profa. Ms. Marcia Maurilio Souza

Tema 3: Currículos funcionais: Transição para Vida Ativa e Qualidade de vida para a Pessoa com Deficiência. Palestrante: Profª Dra. Windyz Brazão Ferreira

Tema 4: Relato da vida educacional e perspectivas acadêmicas e profissionais.
Palestrante: Paulo Santos Ramos

17h50 - DEBATE
18h20 - Cerimônia de Encerramento.
Realizado em parceria com o Ministério da Educação, Frente Parlamentar Mista da Educação e Delegação da União Europeia no Brasil.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

I Curso Internacional Currículos Funcionais para a Inclusão Socioeducacional e a Transição para a Vida Ativa de Pessoas com Deficiências mais Complexas

ONG Ed-Tod@s convida você - Professoras do AEE e da Sala de Aula Regular, Mães e Profissionais que atuam junto às Pessoas com Deficiências - para participar de seu I Curso Internacional Currículos Funcionais, que será realizado em Indaiatuba/SP de de 21 a 25 de Agosto 2017. 

Convite da Presidente da Ong Ed-Tod@s


O curso, em formato de oficina, terá como Facilitadora a Profa. Ana Maria Bénards da CostaEx-Diretora do Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação de Portugal e Consultora da UNESCO-Paris para Assuntos de Educação Inclusiva, estará em Indaiatuba.

Formada em Letras pela Universidade de Lisboa, Ana Maria já na década de 60 se comprometeu com a causa da pessoa cega e com seu direito de estudar na escola regular. Esta causa nasceu no Brasil, quando Ana Maria esteve em SP no I Congresso Naacional de Professor@s de Pessoas Cegas e Baixa Visão onde conheceu experiências de integração escolar àquela época.

O currículo funcional é um programa curricular delineado para cada pessoa com deficiência com base nos ambientes da sua vida real. O CF visa promover a inclusão social e educacional por meio de criar oportunidades de transição para a vida ativa e aumentar cada vez mais a autonomia da criança, jovem ou adulto com deficiência, sempre considerando a etapa de vida na qual se encontra e não mais julgando-o incapaz ou ´com uma mente de criança´, concepção que gera falta de oportunidades para aprender e dependência.  

O currículo funcional é uma abordagem pedagógico-curricular que se compromete com identificar demandas individuais em termos de estilos e ritmos de aprendizagem, ou seja, adota como pressupostos-chave a capacidade que todas as pessoas têm de aprender sempre, ao longo da vida e, sobretudo, a possibilidade de se tornar cada vez mais autônomas, se os ambientes forem modificados.

Nesse sentido, a abordagem do currículo funcional se alinha-se ao conceito de adaptação razoável´ definido na Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência das Nações Unidas como ´modificações e ajustes necessários e adequados ... quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que as pessoas com deficiência possam gozar ou exercer, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos humanos e liberdades fundamentais´, neste caso, o direito de acesso à educação e a um currículo que seja funcional.

Aqui é importante lembrar que este tratado das Nações Unidas, a partir do qual a Lei Brasileira da Inclusão foi aprovada em 2015,

´pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras [existentes nos vários ambientes] podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas´ (Art.2)

O currículo funcional alinha-se a este pressuposto inclusivo porque baseia-se na análise dos ambientes de vida [naturais da pessoa com deficiência] e nas competências necessárias ao funcionamento, o mais autônomo possível, nesses ambientes.´(IIE, 2000, p. 09)

A inclusão social e escolar implica, necessariamente, a modificação do meio ambiente com vistas a remover barreiras de qualquer natureza. Na escola, então, para além do que ensinar ao estudante com deficiência, o currículo funcional pergunta como ensinar? Quais melhores estratégias para ensinar (promover a aprendizagem) estes estudantes. E este, não é trabalho para um profissional isolado, mas para o conjunto das pessoas que estão de um jeito ou de outro próximo a este estudante: do motorista da van à direção da escola e professora.

Para responder a estas perguntas é necessário ter uma ideia clara dos estilos e ritmos de aprendizagem deste estudante (o mesmo vale para tod@s @s outr@s porque este é um princípio inclusivo!). Com base em um intenso processo de avaliação dos múltiplos espaços e tempos de vida dos estudantes com deficiência, a professora (ou outro profissional) em parceria com os demais planeja a diferenciação curricular nos ambientes de vida natural: família, escola, comunidade, lazer, mundo do trabalho ou outro em função da idade e oportunidades de desenvolvimento humano.

A Profa. Ana Maria Bénards da Costa conheceu o Prof. Lou Brown, criador do currículo funcional, na Unversity of Madison, Estado de Winsconsin (EUA) criador do CF e sistematizou este conhecimento, testado no sistema educacional Português e organizado no Material de Formação Docente Currículo Funcional que será disponibilizado para os/as participantes no início do curso.

O Curso Internacional Currículos Funcionais terá formato de oficina, com reflexões em parcerias e análises de situações reais trazidas pelos/as participantes. Com duração de 16 horas, o curso será realizado de 21 a 24 de Agosto de 18 às 22h.

Na sexta feira - dia 25/08 às 20h - a Ong Ed-Tod@s realizará um Coquetel de Confraternização e Encerramento do Curso Internacional com Entrega de Certificados aos participantes que atingiram 85% de frequência.

Informações sobre Curso Internacional:

Site da Ong Ed-Tod@s 
Email: curriculofuncional@gmail.com 


Vagas Limitadas !!!


Certificado para 85% de frequência

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Campanha contra a pequenez humana...

Este vídeo, que está postado no youtube, foi feito ontem já tarde da noite.  

Depois de uma noite muito enriquecedora com algumas mães de pessoas com deficiência na ONG Ed-Tod@s, fui motivada por uma postagem de uma amiga querida: Lauricéia Tomas da Silva, pernambucana ´arretada´como diriam @s paraíbanos...  

Lauricéia é mestre em Educação pela Universidade Federal da Paraíba, Linha de Pesquisa Estudos Culturais à qual fui vinculada no passado. Ela é séria, competente e cheia de vida e idéias. Há alguns anos atrás me lembro que Lauricéia falou comigo por telefone sobre aceitar (ou não) um convite para coordenar a Educação Especial da Secretaria de Educação do Município de Recife, ao que eu disse: - sem duvida, se vc sente que pode contribuir para melhorar a educação das pessoas com deficiência, aceite e não se envolva com as politicagens... Ela aceitou, trabalhou sério, foi bem sucedida e agora recebeu uma homenagem de reconhecimento pelo seu trabalho expedido pelo escritório de uma deputada local.  Mas Lauricéia estava em dúvida se compartilhava ou não nas redes sociais porque... óbvio, - como as pessoas veriam/reagiriam a esta homenagem? Mas no final, ela postou e muit@s estamos felizes por ela! Parabéns Lauricéia!

A dúvida de Lauricéia me remeteu a um passado distante, quando retornei do Doutorado na Inglaterra em 2000 e descobri  que algumas pessoas sentiam prazer em desvalorizar minha experiência internacional e me desrespeitar - algumas vezes - publicamente. Uma vez, em uma palestra na UNICAMP, uma professora que estava presente foi tão desagradávelmente imprópria e mal educada que - literalmente - eu coloquei o microfone no colo dela (porque, claro, ela não quis pegar!) e me sentei dizendo que eu ´era apenas uma convidada para falar de educação inclusiva e que ela certamente teria melhores contribuições a fazer´. Em muitas outras oportunidades fui desafiada de formas diferentes pela minha experiência de sucesso na academia e no exterior sobre a qual. parecia àquela época, que não poderia falar em público pois tinha ´cara de ser esnobe´ ou algo do tipo.  Hoje isso parece ter melhorado, mas não mudado...

No Departamento de Habilitações Pedagógicas do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba, onde eu era lotada, em especial, a xenofobia era evidente e se manifestava como barreiras levantadas por colegas, que foram sistemáticas. Acredito que tenha sido a segunda ou terceira acadêmica que fez Doutorado fora do Brasil.  Fiz o Doutorado em Filosofia (PhD ou Philosophy Dr) na University of Manchester na Inglaterra,  a terceira universidade do país que tem quase um milênio de academia. Foi lá que me tornei pesquisadora e foi lá também que as portas para uma extensa atividade internacional se abriram... 

Em meu departamento na UFPB, uma certa feita, ao ser analisado um processo de afastamento para eu participar de três eventos no exterior, em Portugal, na Alemanha e na Inglaterra - com todas as documentações comprobatórias - um colega disse em reunião departamental: - A professora deveria pedir afastamento sem vencimento!!! Naquele momento, sem a força interna e a experiência que eu tenho hoje, fui tomada de choro pelo absurdo e pequenez daquelas mentes. Mas eu reagi(!) afirmando que, então, o departamento deveria informar aos organizadores dos eventos sobre a decisão de eu não ir porque eu não faria isso... Bem no final foi aprovado e eu fui para o exterior porque o objetivo das mentes pequenas e invejosas foi atingido: desvalorizar meu sucesso e me desorganizar...  Fui, fiz o que tinha que fazer e ´venci´, ou melhor, sobrevivi às mazelas da vida causada por quem tem o coração encolhido, o ego muito grande, a mente pequena e está desconectad@ da sua alma, que é quem tem a sabedoria necessária para nos fazer compreender os sentimentos espúrios que nos atacam de tempos em tempos no mundo material.  

O fato é que  conheci uma face obscura da cultura brasileira quando se trata do sucesso alheio. Tem muiiiiita gente que não aguenta a própria inveja e a manifesta de jeitos horríveis para provocar, diminuir o outr@. Gente que precisa desvalorizar o que é ´verdadeiro, bom e útil´ para se sentir bem. Por isso, aqui vai minha reflexão sobre o Triplo Filtro de Sócrates, que espero vire uma campanha contra a pequenez humana e a mediocridade dos invejos@s...

Namastê
Windyz Ferreira, PhD (Oh... yes!) 

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Internacional da Síndrome de Down... Qual a função de um Dia Internacional?


Hoje – dia 21 de Março – é o Dia Internacional da [Pessoas com] Síndrome de Down.

Com certeza é um dia para parar e aprender, refletir sobre nossas concepções, crenças e posições acerca desta população e, principalmente nos conscientizar sobre as potencialidades e realizações das pessoas com Síndrome de Down. Aqui vou, então, fazer isso...

Para aprender...

  • Quando e por quem a Síndrome de Down foi descrita?

A SD foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do indivíduo determinando algumas características físicas e cognitivas comuns a tod@s que nascem com esta alteração genética

  • Você sabe porque o dia de celebração deste grupo social é 21 de março?

21/03 foi a data escolhida para esta celebração e momento de conscientização sobre esta condição genética porque representa a TRIssomia do par de cromossomos 21, que caracteriza a Síndrome de Down.

  • Você sabe o que significa síndrome?

Etmologicamente a palavra síndrome vem do grego "syndromé", cujo significado é "reunião", ou seja, significa um conjunto de sinais e sintomas que definem uma determinada patologia ou condição. É, por isso, um termo muito usado em psicologia, Medicina ou até mesmo situações sociais, como em síndrome da violência urbana. Para o campo da medicina uma síndrome não deve ser classificada como uma doença. Ou seja, uma pessoa com Síndrome de Down não tem uma doença, mas possui um conjunto de sinais e sintomas comuns a tod@s que nascem com a trissomia.

  • Você conhece os sinais e sintomas da Síndrome de Down?

Algumas das características mais comuns das pessoas com Síndrome de Down e já visíveis desde o nascimento por ser consequência de uma alteração genética são:

  • Olhos amendoados
  •  Cavidade Oral Pequena: a boca das crianças com SD é relativamente pequena e há uma tendência para um baixo tônus muscular que provoca o aumento da língua e afeta a articulação da fala.
  • Hipotonia Muscular: ou pouca força muscular, o que afeta o desenvolvimento neuropsicomotor da criança.
  • Maior propensão ao desenvolvimento de algumas doenças: por exemplo problemas cardíacos.
  • Cabeça Pequena: as crianças com SD tendem a apresentar o pescoço curto e mais largo, mãos e pés pequenos com um formato mais quadrangular e baixa estatura.
  • Tendência de ganhar peso, condição que pode ser bem resolvida com uma alimentação apropriada e balanceada associada à atividade física
  • Deficiência Intelectual que não impede a escolarização e aprendizagem, embora possa ser mais lenta e necessitar de apoio extra





É importante saber que... embora as pessoas com SD pareçam irmãs e irmãos porque são muito parecid@s, nem todas apresentam as mesmas características, nem os mesmos traços físicos, tampouco as mesmas malformações. A única característica comum a todas as pessoas é o déficit intelectual, mas mesmo assim, sua capacidade de aprender – assim como para qualquer pessoa sem deficiência – é distinta de seus pares.

Não existem graus de SD e a variação das características e personalidades entre uma pessoa e outra é a mesma que existe entre as pessoas que não tem SD. Cerca de 50% das crianças com SD apresentam problemas cardíacos, e alguns necessitam de cirurgia nos primeiros anos de vida.

Nossas concepções, crenças e posições

Acreditamos naquilo que o mundo e a cultura nos passam no tempo e espaço dentro do qual nascemos e vivemos. Quanto menos conhecimentos relevantes possuímos, mais acreditamos em crenças erradas, infundadas. Quanto mais conhecimento temos sobre qualquer coisa, mais cautelos@s nos tornamos para aceitar o que ´está dito´: a verdade discutível.

- Quais são suas crenças? 
- Quais são as suas atitudes com relação às pessoas com SD e também às pessoas com deficiência em geral? 
- Você acha que porque el@s tem determinadas características não conseguem aprender, ensinar e se realizar ou ser forte o suficiente para enfrentar as barreiras criadas por um mundo desigual e excludente? 
- Você já conversou com pessoas com SD? Você sabia – e acredita – que jovens com SD chegam à universidade e se formam?

Pessoas com SD que alcançaram o sucesso

Durante séculos se acreditava que as pessoas com SD são incompetentes e incapazes de aprender porque são pessoas com deficiência intelectual. 

Hoje sabemos que isso não é verdade!

Algumas das minhas experiências ao longo de 36 anos de trabalho com pessoas com deficiência me ensinou que devemos ser sempre cautelosos e não aceitar o ´dito sem fundamento´, assumir o senso comum como a verdade absoluta! Conhecer a Mia e muitas outras pessoas com SD chacoalharam crenças que nem sabia que tinha... 

Conheci Mia Farrah, jovem Libanesa com SD no Encontro Internacional da Campanha Global pela Educação que aconteceu em São Paulo há alguns anos atrás. 120 participantes de organizações internacionais. Um evento cuja língua oficial era o inglês. 

Mia, ativista pela defesa dos direitos da Pessoa com Deficiência foi como delegada... Eu era apenas ouvinte convidada!

Estávamos na mesma mesa, Mia estava com sua mãe com quem falava inglês e eu – um pouco mais distante podia compreender. Mas, em um dado momento ela falava outra língua fluentemente e eu fiquei curiosa. No intervalo fui conversar com elas e perguntei sobre a língua que estavam usando ao que Mia respondeu: eu falo inglês, árabe e francês!!!

Como pesquisadora questiono: - Quantas pessoas no mundo falam três línguas fluentemente? Como pode uma pessoa com SD aprender três línguas? Eu acreditaria nesta ´história´ se alguém a tivesse me contado há 20 anos atrás? Será que há 20 anos atrás a Mia teria tido a oportunidade de aprender três línguas?!

               

 Leia artigo sobre a Mia clicando aqui: MIA FARRAH


Madeline Stuart

A história de Madeline Stuart, uma jovem australiana com SD é modelo de marcas famosas... Seu sucesso nas passarelas e sua beleza nos obrigam a rever bossas concepções limitadas e errôneas sobre as pessoas com SD.

Madeline é uma ativista poderosa em prol da inclusão e diversidade no mundo da moda.
Disponível em Madeline



Novamente como pesquisadora não resisto aos questionamentos: 

- Como Madeline pode ser uma arraso nas passarelas se as pessoas com SD não descritas como acima por suas características físicas? 
- O que aconteceu diferente na vida de Madeline para ela chegar onde chegou? 
- Como foram suas experiências de inclusão, oportunidades e participação? 
- Quantas moças querem ser modelos e não conseguem porque são incompetentes?



Los Perejiles argentinos

Seis rapazes argentinos com SD decidiram virar a mesa e começaram um negócio próprio depois de tentarem sem conseguir espaço no mercado de trabalho. Com isso, nascia um serviço de eventos que prepara pizzas e empanadas a domicílio em Buenos Aires e cidades próximas: o Los Perejilles

Apenas dois meses após lançarem a empresa, eles já tinham 24 eventos marcados. Grande parte da realização deste sonho foi possível graças a ajuda de dois profissionais que trabalham com pessoas com síndrome de Down, os professores voluntários Telam Lopez e Kevin Degirmenci. Os dois professores ajudaram os jovens a adquirir a confiança necessária para montar o empreendimento, que hoje é sucesso por onde passa.


As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.”


Aqui no Brasil, há exemplos maravilhosos de sucesso que eu conheci pessoalmente: por exemplo, a professora de educação infantil e escritora Débora Seabra de Natal/RN. Clique em Débora

Alguns mais conhecidos e outros menos, mas todo@s são igualmente bem sucedidos: o Thiago que é arrimo de família, a Bianca que está na universidade, a Marina que está se formando em fotografia, a Mariana que dá palestras, etc.

São, com certeza, muit@s pessoas com SD que conseguiram vencer ou romper barreiras impostas ao seu desenvolvimento. São também muitas famílias e, em especial, mães que abdicaram (ou não) de suas vidas para lutar e apoiar seus filh@s com SD (ou outras deficiências).

E, qual é a função de um dia internacional ???

É exatamente criar espaços sociais, políticos, de mídia, etc. para abordar questões relevantes acerca de grupos sociais ou temas que foram mantidos às margens dos debates.

É por isso que hoje estou aqui escrevendo sobre as pessoas com SD e seu dia internacional...

Por todas estas histórias de vida maravilhosas de alguns jovens com SD, hoje é um dia que ainda existe e merece ser celebrado no planeta... até o dia em que nascer com Síndrome de Down – ou qualquer outra condição humana, não será mais uma ´razão´ para ser excluíd@ ou viver isolado (não ter amig@s ou namorad@), para não ser aceito nas escolas ou sofrer experiências de discriminação e preconceito, para ser escondido ou violentado...

Por todas estas razões é hora e tempo de repensarmos nossas posições, sentimentos e crenças.

É hora de mudarmos e buscar aproximação e aprendizagens com as oportunidades que a vida nos oferece. Por isso, como dica (já lançada aqui no blog aos docentes comprometidos coma inclusão em ´Dicas sobre Inclusão´nesta pagina, ao lado direito), esta semana, aborde uma pessoa com Síndrome de Down e a conheça. Depois conte sua experiência de forma que ela se multiplique e beneficie outros seres.

Om Shanti!
  

segunda-feira, 6 de março de 2017

A ONG Ed-Tod@s está sendo relançada em Indaiatuba!!!



A ONG Ed-Tod@s, fundada em 1998, agora está em Indaiatuba.

A ONG Ed-Tod@s foi fundada originalmente em João Pessoa na Paraíba, onde sua Fundadora e atual Presidente Dra. Windyz Brazão Ferreira morava e atuava como acadêmica na Universidade Federal da Paraíba. Nascida em São Paulo, após a aposentadoria da universidade ela escolheu Indaiatuba para ser sua cidade.

Clique aqui e conheça o SITE da Ong Ed-Tod@s

Enquanto conduzia seu Doutorado na University of Manchester na Inglaterra, entre 1996 e 2000, a professora se deu conta de que era necessário a fundação de uma ONG brasileira que promovesse a educação inclusiva. Voltou ao Brasil em 1998 e, junto com colegas, mães de pessoas com deficiência e pessoas com deficiência, fundou a Ed-Tod@s.  

Por isso, desde o nascimento, a Ed-Tod@s tem como missão promover e defender os direitos da pessoa com deficiência à vida regular, à educação, à convivência e participação em todas as esferas sociais, experiências fundamentais para o desenvolvimento humano deste grupo social.

Durante quase 20 anos, a Ed-Tod@s realizou atividades científico-acadêmicas de produção e disseminação de conhecimentos sobre questões relacionadas às pessoas com deficiência. Já realizaram congressos, pesquisas para a UNESCO, Save the Children da Suécia e Reino Unido, assim como para Governo federal e estadual aqui no Brasil.

A missão da Ed-Tod@s, portanto, é promover a inclusão social e educacional das pessoas com deficiência e suas mães, por meio de combater a exclusão e barreiras de acessibilidade à participação em qualquer esfera da sociedade em condições de igualdade com as demais pessoas e promover a inclusão familiar, social, educacional, comunitária, amorosa, amistosa, cultural, laboral, etc.

Os tempos mudaram e agora, para além da inclusão social e educacional da pessoa com deficiência, a ONG Ed-Tod@s inicia uma nova etapa de sua atividade com projetos sociais que tem como objetivo o empoderamento feminino de jovens/mulheres com deficiência e também de mães de pessoas com deficiência.

Dentre inúmeras outras atividades (ciclo de palestras, cursos, filmes, meditação, encontros, etc.) que podem ser conhecidas no site da ONG (https://ongedtodas.wixsite.com/indaiatuba), o Projeto Social Pró-Mães é o seu carro-chefe. Este projeto tem como objetivo o fortalecimento materno e o empoderamento feminino de mães de pessoas com deficiência.

Segundo o CENSO Populacional do IBGE de 2010, existem no Brasil em torno de 46 milhões de pessoas com deficiências. Portanto, existem em torno de 46 milhões de mães, cujos filh@s têm algum tipo de deficiência. Os estudos mostram que as mães de filh@s com deficiência tendem a ser abandonadas pelos maridos ou companheiros, são excluídas de atividades familiares, abandonam carreiras e emprego para cuidar de seus filh@s, lutam cotidianamente para superar barreiras sociais, humanas, profissionais, educacionais, etc. A jornada diária é múltipla e a sobrecarga psicológica é imensurável. Por todas estas razões, as mães de pessoas com deficiência constituem um grupo vulnerável:  sozinhas, isoladas e sem ter em quem se apoiar estas mães sofrem silenciosamente.

" Em 2014 iniciamos o Pro-Mães como um projeto de extensão acadêmico e também campo de coleta de dados de uma pesquisa de doutorado[1] (ainda em andamento) na Universidade Federal da Paraíba. Durante um ano, realizamos encontros semanais com um grupo de 16 mães de pessoas com deficiência diferentes, a partir dos quais constatamos o valor deste projeto. As mães passam por etapas de compartilhamento de dores e sofrimentos, se reconhecem como membro de um grupo com uma identidade única, passam a compartilhar experiências e conhecimentos relevantes para todas e se fortalecem enquanto mães e mulheres. Compreendem, por meio da vivência no grupo, que podem ´ter uma vida própria´,podem se realizar profissionalmente, podem e devem ser ouvidas nos vários espaços sociais, podem e devem lutar pelos seus direitos e de seus filhos em instâncias sociais e políticas.“

Nosso objetivo aqui em Indaiatuba é consolidar este projeto social totalmente gratuíto, divulga-lo e implantar na região, em cidades próximas onde os recursos são escassos para as mães e para as pessoas com deficiência.

Iniciaremos o cadastramento das mães (cujos filh@s podem ter qualquer deficiência e qualquer idade) pelo site da EdTod@s, por email, fone ou facebook, a partir do dia 08 de março de 2017 – Dia Internacional da Mulher e também dia do lançamento da EdTod@s.

Fone (provisório) 19 9 8803 0217

Para o lançamento da ONG teremos um coquetel com alguns convidad@s em sua sede e, às 19:30, organizamos em parceria com o CIASPE – Centro de Inclusão e Assistência à Pessoa com Necessidades Especiais (http://ciaspe.org.br/), a palestra Tornar-se Mães de Filh@s com Deficiência: experiências e aprendizagens, proferida por nossa convidada especial, a Assistente Social Mina Regen, Coordenadora do Setor de Estimulação Precoce da APAE-SP e Consultora da Sorri Brasil (http://www.sorri.com.br/)  e que atua há mais de 40 anos na área de inclusão social da pessoa com deficiência. Mina é pioneira na abordagem do tema família e mães de pessoas com deficiência.

Estamos felizes com o lançamento da Ong Ed-Tod@s aqui em Indaiatuba e, esperamos, poder contribuir para dar visibilidade às pessoas com deficiência da cidade e da região, aos seus direitos, suas demandas nascidas de suas vozes e também à criar oportunidades de terem acesso a vida social, cultural e educacional como qualquer outra pessoa sem deficiência, como reza a Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência publicada pela ONU em 2006... Indaiatuba é uma cidade acolhedora, reconhecida pelo seu desenvolvimento econômico e social, que abraça quem vem de fora...  Apesar disso, as pessoas com deficiências – surdos, cegos, pessoas que usam cadeiras de rodas, pessoas com Síndrome de Down, etc., quase não são vistos nos espaços comuns.

Paralelamente à nossa missão de apoiar o desenvolvimento humano e a inclusão social e educacional de crianças, jovens e adultos com deficiência e de suas mães, nosso maior objetivo neste momento é tornar a cidade de Indaiatuba um polo na região de promoção de direitos deste grupo social e de disseminação de conhecimentos na área relevantes aos profissionais da área de saúde e educação, às empresas, ao poder público local, etc.

Contato: 11 9 8803 0217 

Dia internacional das Mulheres