segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Violência Sexual contra as PcD é crime!!!


Violência sexual contra a criança é crime e sua punição é prevista no Código Penal Brasileiro. Contudo, a maioria dos casos ocorre em ambientes familiares à vítima e, por isso mesmo, deixam de ser percebidos ou, quando o são, não são denunciados e julgados. Dessa forma, a vítima pode ficar anos à mercê do adulto-agressor e, como veremos neste artigo, desenvolver inúmeros problemas que prejudicarão sua vida social, escolar, de relacionamentos os quais, em muitos casos, constituirão a raiz da deficiência, segundo a literatura. Entre as vítimas de abuso sexual estão as pessoas com deficiência.

O abuso sexual é um tema extremamente delicado porque envolve abordar assuntos íntimos sobre a vida sexual das pessoas, situação que gera vergonha, indignação e muita dor aos familiares quando eles assumem expor os agressore(a)s que, na maioria dos casos, são membros de suas famílias. O abuso sexual é um crime que acontece em qualquer camada social, envolve pessoas com nível educacional distinto e sempre resulta em prejuízos significativos para a vítima.

Leia o artigo da Profa. Windyz Ferreira na íntegra.
Vulnerabilidade à violência sexual no contexto da escola inclusiva: reflexão sobre a invisibilidade da pessoa como deficiência - Disponível em:  http://www.rinace.net/arts/vol6num2/art9_htm.htm

sábado, 15 de novembro de 2014

ONU - Dados sobre a Deficiência - Violência

Panorama Geral – Trabalho 4/4



Violência

Pesquisas indicam que as taxas anuais de violência contra crianças com deficiência é 1,7 vezes maior do que entre crianças sem deficiência.

Pessoas com deficiência estão em maior risco de serem vítimas de violência ou estupro, de acordo com um estudo britânico de 2004, e têm menor acesso à intervenção policial, proteção legal ou cuidados preventivos.

Em alguns países, até um quarto das deficiências são resultado de ferimentos em decorrência da violência, segundo a OMS.

Para cada criança morta em conflitos armados, 3 são feridas e adquirem alguma forma de deficiência permanente. 




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

ONU - Dados sobre a Deficiência - Trabalho


Panorama Geral – Trabalho 3/4


Trabalho

Cerca de 386 milhões de pessoas com idade para trabalhar têm algum tipo de deficiência, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O desemprego entre pessoas com deficiência chega a 80% em alguns países. É freqüente os empregadores assumirem que pessoas com deficiência não têm capacidade para trabalhar.

No Reino Unido, 75% das empresas do Índice FTSE na Bolsa de Londres não cumprem com a acessibilidade na Web, deixando de lado uma receita de US $ 147 milhões (R$ 250 milhões).

Embora as pessoas com deficiência constituam significantes 5 a 6% da população da Índia, suas necessidades de emprego continuam sem ser atendidas, de acordo com um estudo do Centro Nacional para Promoção de Emprego para Pessoas com Deficiência indiano, apesar do Ato “Pessoas com Deficiência”, que reserva 3% de vagas governamentais. De 70 milhões de pessoas com deficiência na Índia, apenas cerca de 100 mil conseguiram uma colocação na indústria do país.

Uma pesquisa de 2004 nos Estados Unidos mostrou que apenas 35% das pessoas com deficiência com idade para trabalhar estão de fato trabalhando, comparado com 78% das que não têm deficiência. Dois terços dos desempregados que responderam à pesquisa disseram que gostariam de trabalhar, mas não conseguem encontrar um emprego.

Um estudo de 2003 feito pela Universidade de Rutgers apontou que pessoas com deficiência física e intelectual continuam muito mal representadas no mercado de trabalho americano. Um terço dos empregadores consultados alegou que as pessoas com deficiência não são capazes de desempenhar efetivamente as tarefas do trabalho.

A segunda principal razão apontada para a não contratação de pessoas com deficiência foi o receio do alto custo de tornar o ambiente de trabalho acessível.

Uma pesquisa feita com empregadores americanos em 2003 mostrou que o custo para tornar o local de trabalho acessível custava apenas US$500 (R$ 850) ou menos; 73% dos empregadores consultados disseram que seus funcionários não requeriam nenhuma adaptação.

Empresas informaram que seus empregados com deficiência ficam mais tempo no emprego, reduzindo os altos custos do abandono do trabalho, diz um estudo americano de 2002. Outras pesquisas americanas revelaram que depois de um ano de emprego, a taxa de permanência das pessoas com deficiência é de 85%. 
Milhares de pessoas com deficiência têm sido bem-sucedidas como proprietárias de pequenas empresas, de acordo com o Departamento Americano de Trabalho. O Censo nacional de 1990 apontou que as pessoas com deficiência têm uma taxa maior de experiência em pequenas empresas (12,2%) do que as pessoas sem deficiência (7,8%).

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ONU - Dados sobre Deficiência - Gênero



Organização das Nações Unidas
Dados estarrecedores sobre deficiência
Panorama Geral – Gênero (2/4)

O número de PcD está aumentando com o crescimento da população, avanços da medicina e o envelhecimento global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos países com expectativa de vida de mais de 70 anos, os indivíduos vivem uma média de 8 anos, ou 11,5% de suas vidas, com alguma deficiência. 80% das pessoas com deficiência vivem em países em desenvolvimento, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Os índices de deficiência são significativamente mais altos entre grupos com níveis de educação mais baixos nos países da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, OCDE, segundo o Secretariado da entidade.

Em geral, 19% das pessoas menos educadas apresentam alguma limitação, comparado com 11% entre os mais bem educados.

Na maioria dos países da OCDE, há mais mulheres com deficiência do que homens. O Banco Mundial estima que 20% das pessoas mais pobres do mundo têm algum tipo de deficiência, e costumam ser reconhecidas em suas comunidades como o grupo que está em maior desvantagem.

Mulheres com deficiência são consideradas em múltipla desvantagem, porque sofrem exclusão por conta do gênero e da deficiência.

Mulheres e meninas com deficiência são particularmente vulneráveis a abusos. Um pequeno estudo em Odessa, Índia, concluiu que virtualmente todas as mulheres e meninas com deficiência eram agredidas em casa, 25% das mulheres com deficiência intelectual foram estupradas e 6% das mulheres com deficiência foram esterilizadas à força.


Se você tiver interesse em Gênero & Deficiência, 
leia a Dissertação de Mestrado da Profa. Adenize Queiroz de Farias da 
Universidade Estadual de Campina Grande, Paraíba. 
Pesquisadora do Grupo Vozes, Empoderamento e Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Gênero & Deficiência: Uma história feminina de ruptura e superação de vulnerabilidade









quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ONU-Panorama Mundial sobre a Deficiência

Organização das Nações Unidas
 Dados estarrecedores sobre deficiência
Série Panorama Geral - Educação (1/4)
          
O número de PcD está aumentando com o crescimento da população, avanços da medicina e o envelhecimento global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos países com expectativa de vida de mais de 70 anos, os indivíduos vivem uma média de 8 anos, ou 11,5% de suas vidas, com alguma deficiência. 80% das pessoas com deficiência vivem em países em desenvolvimento, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


Estudos comparativos das legislações sobre deficiência mostram que apenas 45 países têm leis anti-discriminatórias e outras relacionadas especificamente à deficiência.


Educação

Os índices de deficiência são significativamente mais altos entre grupos com níveis de educação mais baixos nos países da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, OCDE, segundo o Secretariado da entidade.

Em geral, 19% das pessoas menos educadas apresentam alguma limitação, comparado com 11% entre os mais bem educados.

90% das crianças com deficiência em países em desenvolvimento não vão à escola, segundo a UNESCO.

O índice global de alfabetização entre adultos com deficiência não chega a 3%, e 1% entre mulheres com deficiência, de acordo com um estudo do PNUD de 1998.

Nos países da OCDE, existem pouquíssimos estudantes com deficiência no nível superior, embora o número esteja aumentando.
Emprego

De acordo com o UNICEF, 30% dos jovens de rua têm alguma deficiência.



terça-feira, 11 de novembro de 2014

V  SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO BRASILEIRA

UNICAMP

9-11/02/2015

MUDANÇAS ATUAIS NA SOCIEDADE BRASILEIRA E O SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO: QUALIDADE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA COMO DIREITO HUMANO
APRESENTAÇÃO
O Plano Nacional da Educação – PNE, votado pelo Congresso Nacional, suscita nos segmentos da sociedade, comprometidos com a educação pública como direito, democrática, de qualidade referenciada socialmente e laica, o desafio da institucionalização em Lei do Sistema Nacional de Educação (SNE) nos próximos dois anos.

Diferentes valores e interesses de grupos e de forças políticas e econômicas, por vezes antagônicas, que disputam o campo educacional no Brasil manifestam-se tanto no entendimento conferido à concepção de educação, presente no artigo 205 da Constituição Federal e nos princípios dele decorrentes inscritos no artigo 206 do mesmo texto, quanto no PNE aprovado. Assinala-se, sob o risco da síntese, que se opõem nesses posicionamentos, de um lado, uma concepção mercantilista da educação, respaldada na teoria do Capital Humano, e, de outro, a orientada pelo desenvolvimento humano.

Tendo em vista divergências dessa natureza e, ao mesmo tempo, considerando o fato de que elas não se objetam, mas se hibridizam no PNE, o V Seminário da Educação Brasileira, promovido pelo Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES), mantendo tradição iniciada em 1979 e retomada em 2009, se propõe a analisar tanto as posições antagônicas, quanto a concertação entre elas, que são o substrato do Plano.

Parece-nos urgente que, para além da natureza dos problemas crônicos da educação brasileira, a presente proposta problematize a constituição do SNE no contexto das mudanças estruturais e sociais em curso na desigual sociedade brasileira contemporânea, considerando:
a) o mundo do trabalho, as dimensões socioespaciais e econômicas e suas implicações para a educação, abarcando, dentre outros, o debate do urbano (reorganização das cidades e territórios: metrópoles, periferias) e do rural (agroindústria, cooperativismo e assentamentos), e b) a organização atual do Estado, que envolve novas relações público/privado e incide sobre a concepção do direito à educação pública de qualidade socialmente referenciada, substituindo-a por outra que, sustentada em uma racionalidade pragmática, restringe o direito à educação de qualidade àquilo que pode ser mensurado;
A qualidade da educação, como direito, será abordada em suas múltiplas dimensões, considerando, nos termos dos artigos 205 e 206, análises sobre as condições desiguais nas quais a tarefa educativa é levada a cabo, as condições desiguais que tal tarefa por vezes cria e reproduz, bem como as condições necessárias para a realização dessa tarefa.

Incorporam-se, assim, na temática do V SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃOBRASILEIRA, as dimensões contidas no artigo 205, na medida em que as finalidades da educação sejam abordadas contemplando o desenvolvimento biopsicológico dos estudantes e os contextos socioculturais dos quais participam nas diferentes etapas da Educação Básica.


Movimento Down lança campanha Escola Para Todos para promover direito à educação inclusiva

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Movimento Down lança campanha Escola Para Todos para promover direito à educação inclusiva

 

 

Movimento Down lança campanha e cartilha sobre educação inclusiva.
Chegou novembro e, junto, o período de matrículas escolares, época em que os pais se preocupam em garantir a melhor escola para seus filhos. A educação é um direito de toda criança, seja ela uma criança sem deficiência ou com deficiência. Ou seja, todas as crianças em idade escolar têm direito à matrícula na rede regular de ensino pública ou particular, na creche, na pré-escola, no ensino fundamental e no ensino médio.

Para ajudar os pais, mães e responsáveis de crianças e jovens com deficiência a garantir uma vaga na rede regular de ensino, o Movimento Down está lançando a Campanha Escola Para Todos. A campanha é voltada para a inclusão escolar de toda criança com deficiência, independente de sua condição.
Em parceria com a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (OAB-RJ), o Instituto Alana, o Coletivo de Advogados do Rio de Janeiro (CDA-RJ) e a Secretaria de Desenvolvimento Humano da Presidência da República (SDH), e com patrocínio da Petrobras, elaboramos a cartilha Educação Inclusiva: o que os pais precisam saber?, com informações sobre os direitos da criança com deficiência à educação inclusiva, o que é escola inclusiva e o que fazer caso a escola se recuse a aceitar a matrícula de um aluno por causa de sua deficiência.


A CAMPANHA

Ao longo do mês de novembro, o Movimento Down realizará outras ações dentro da campanha Escola Para Todos, como plantões de atendimento a pais, em datas e locais a serem definidos. Acompanhe o portal e as redes sociais do Movimento Down e
fique por dentro!!

SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA

– A matrícula em classes comuns do ensino regular é um direito constitucional de todas as crianças e adolescentes, com e sem deficiência. Constituição Federal, em seu artigo 208.

– Negar matrícula a pessoas com deficiência em escolas públicas ou particulares é crime, de acordo com a Lei nº 7.853/89, em seu artigo 8º.

– Alunos com deficiência devem ter acesso ao mesmo currículo escolar oferecido aos demais estudantes.

OUTRAS INFORMAÇÕES EM NOSSO PORTAL

- See more at: http://www.movimentodown.org.br/2014/11/movimento-lanca-campanha-escolaparatodos-para-promover-direito-educacao-inclusiva/#sthash.Mk2zUP5D.dpuf